O secretário de Mobilidade de Marechal Cândido Rondon, Marcos Carlton Hennig, realizou na manhã de hoje (25) reunião com vereadores, no Plenário do Poder Legislativo.
O objetivo foi apresentar um resumo e esclarecer dúvidas sobre o novo Plano de Mobilidade Urbana, que deverá ser encaminhado nos próximos dias pelo Poder Executivo para aprovação da Casa de Leis.
Na oportunidade, o secretário de Mobilidade esteve acompanhado da analista técnica da pasta, Franciele Brand, e da arquiteta Geane Michele Rosa, da Secretaria de Planejamento.
Uma das principais proposta contidas no Plano é a municipalização do trânsito de Marechal Cândido Rondon.
Conforme Carlton Hennig, esta foi uma das principais demandas apresentadas pela população ao longo do último ano, durante a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana.
De acordo com o secretário, a partir da municipalização, a fiscalização do trânsito passaria a ser realizada pelo Poder Público local.
Isso se daria por meio de servidores públicos denominados de “agentes de trânsito”, com autoridade para aplicar autuações e organizar o fluxo de veículos e pedestres.
Além disso, com a municipalização, o Poder Público poderia criar regras próprias para disciplinar, por exemplo, o uso de patinetes e bicicletas elétricas, e implantar estacionamento rotativo na área comercial.
O Plano
A elaboração do Plano Municipal de Mobilidade Urbana foi iniciada no começo de 2025 pela Prefeitura, em parceria com a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre).
Para embasar o estudo que resultou em um relatório de mais de 600 páginas sobre o trânsito rondonense, foram instaladas câmeras em pontos estratégicos e feitas pesquisas públicas com os moradores para mapear o fluxo de veículos e pedestres.
Também fizeram parte do trabalho audiências públicas e conferências para debater as propostas com a comunidade.
Quando aprovado, a Plano será um guia estratégico para o desenvolvimento sustentável e a modernização do trânsito.
A ações estão estruturadas em cronogramas de curto prazo (até 2 anos), médio prazo (até 5 anos) e longo prazo (até 10 anos).
Entre os objetivos, destacam-se a melhoria da acessibilidade para pedestres, a expansão de ciclovias e a reorganização do fluxo de veículos pesados.
A ampliação do transporte público com tarifa zero; alterações no transporte escolar; implantação de calçadões, ruas do lazer e novos binários na sede municipal; instalação de semáforos; mudanças de vias preferenciais; investimentos nos acessos aos distritos; e campanhas de educação no trânsito também estão entre os itens previstos na proposta do Plano Municipal de Mobilidade Urbana.

