Suspeito de duplo homicídio em Umuarama morre em confronto com a Polícia Militar

De acordo com informações do tenente Rafael, do 25º Batalhão da Polícia Militar (25º BPM), os policiais cumpriam um mandado de prisão na Rua Santa Anastácio, no Conjunto Guarani, quando localizaram o suspeito.

Durante a tentativa de abordagem, Caio pulou o muro para uma residência vizinha e, segundo a PM, houve confronto armado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, porém o óbito foi constatado no local.

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica e do Instituto Médico-Legal (IML).

O caso será apurado pelos órgãos competentes, conforme o procedimento adotado em ocorrências envolvendo intervenção policial.

Caio era apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito de executar Gabriel Luiz Jacinto de Souza, de 26 anos, e Wesley Queiroz Tófoli, de 29 anos, mortos a tiros na madrugada do último dia 19 de julho.

O primeiro homicídio aconteceu por volta das 3h05, na Avenida da Estação, no Jardim Tropical, onde Gabriel foi encontrado morto em via pública.

Apenas três minutos depois, Wesley foi baleado em frente à própria residência, na Rua 13 de Maio, no Jardim Colibri.

A mãe da vítima tentou socorrê-lo e acabou atingida de raspão no braço por um disparo.

Wesley chegou a ser encaminhado para atendimento médico, mas morreu durante o socorro.

As investigações conduzidas pela 7ª Subdivisão Policial (SDP) apontavam que os dois crimes foram praticados pelo mesmo autor.

A principal linha de investigação indicava uma motivação passional, embora a Polícia Civil mantivesse parte das informações sob sigilo para não comprometer as diligências.

Após identificar Caio Alexandre Monteiro Aleixo como autor dos homicídios, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva.

Desde então, ele era considerado foragido e vinha sendo procurado pelas forças de segurança do Paraná.

Segundo a Polícia Civil, “Piriquito” possuía um longo histórico criminal, com registros por diversos crimes, entre eles tráfico de drogas, violência doméstica, ocultação de cadáver e outros delitos.

Reportagens também apontam que ele já havia sido preso anteriormente durante as investigações da morte da então namorada, Isabelly Beatriz da Silva Teixeira, em 2024.

Com a morte do suspeito, o inquérito que apura os homicídios deverá prosseguir para esclarecer completamente a dinâmica dos crimes, eventual participação de outras pessoas e concluir a investigação.

Fonte: Edivaldo Domingos

Foto: Redes Sociais