Novas metodologias tornam o combate à dengue em Toledo mais eficaz


A adoção de ovitrampas como ferramenta de monitoramento do Aedes aegypti marcou uma mudança na forma como Toledo conduz o enfrentamento à dengue. Implantado a partir de agosto de 2025, o sistema já está presente em todas as áreas urbanas da sede e do interior e substitui a lógica baseada principalmente em visitas periódicas por um modelo orientado por evidências. Dessa forma, é possível direcionar as ações para áreas com maior risco de circulação do mosquito causador desta doença, bem como da febre chikungunya e do zika vírus.

O diretor de Vigilância em Saúde, Junior Palma, avalia que a implantação do novo método representa a transição para uma atuação territorializada e baseada em inteligência epidemiológica. “Saímos de uma lógica de ampla cobertura para uma lógica de inteligência epidemiológica territorial, com maior efetividade”, compara. “Esse sistema possibilita estratificação de risco por microterritório, priorização técnica das áreas críticas, intervenções antecipadas e tomada de decisão baseada em dados entomológicos sistematizados”, complementa.

As ovitrampas funcionam como pontos de atração para as fêmeas do mosquito, que depositam seus ovos em lâminas de eucatex instaladas em pequenos recipientes com água. Periodicamente, essas lâminas são recolhidas, substituídas por novas e encaminhadas ao Setor de Combate a Endemias para análise
Mudança de estratégia – A alteração começou a ser implementada um ano após o município enfrentar o período mais crítico da série recente, pois em 2024, foram confirmados 7.678 casos autóctones da doença e registrados 44 óbitos. Em 2025, seguindo recomendações do Ministério da Saúde, a atual gestão da Prefeitura de Toledo decidiu iniciar o uso das ovitrampas e os resultados começaram a aparecer: no ano passado houve 1.181 casos e dois óbitos causados pela dengue, redução de 88,18% e 95,45%, respectivamente.